terça-feira, 28 de março de 2017

Marine Le Pen, França e a Europa a duas velocidades



Muito do que é a “direita” portuguesa, hoje em dia, está a cometer o erro de apoiar uma servidora fiel de Vladimir Putin na Europa, Marine Le Pen é das “líderes” Europeias com as ideias mais Maduristas que o próprio Maduro, é por poucas palavras, Socialista.O programa eleitoral de Le Pen é um hino ao trotskismo e ao Leninismo, os extremos tocam-se, a verdade não poderia ser mais crua. Le Pen pode muito bem ganhar na 1ª volta das Presidenciais Francesas, o que não impede que perca na 2ª volta se os moderados tanto de esquerda tanto de direita se juntem num candidato Liberal como Macron ou até Fillon(que pode surpreender). A França precisa de reformas, se queremos uma França de volta ao crescimento da passado, este tem que se afastar das amarras do socialismo em que se meteu, se continuar a mesma, a saída da França da UE pode ser mau a curto prazo para a Europa mas benéfico no Longo pois deixará de ter mais um empecilho socialista que não deixa reformar as instituições Europeias. A França “Caviar” já não vem de hoje, a superioridade moral das Franceses continua patente em qualquer acto que produzam, inclusive na continua negação em que Hollande está em que a mesma não precisa de mudanças estruturais quer na política orçamental, como na política económica, a saída de Macron foi idêntica à de Álvaro Santos Pereira em Portugal(falo a nível de execução de medidas, não o que levou à saída), o País deixou de reformar ou reformou muito pouco, veja-se Pierre Moscovici, o Comissário para os Assuntos Económicos Francês, que diz que Portugal está no bom caminho, ou tirou o curso ao domingo como fez o engenheiro, ou o compadrio socialista está no seu melhor, com uma Comissão altamente politiza da e que só deve fazer cumprir os tratados. Se Macron ou Fillon ganharem tem que resolver o problema sério da Islamização Francesa, sabemos que quando o Islão cresce, a sua arrogância cresce e a sua tolerância religiosa é duvidosa. O paradoxo do liberalismo começa aqui, se eu restringir a liberdade dos outros estou a ser “anti-liberal?” ou é um acto benéfico de longo prazo para não nos prejudicar no futuro? Eles tem que se adaptar aos nossos costumes ou nós é que nos temos que de adaptar-nos a eles? Peço aos leitores que reflictam sobre o assunto.
Em relação ao futuro das Instituições Europeias, como Liberal digo que tem que mudar,  Bruxelas parece um mega-governo ultra centralizador que mais parece um monstro socialista do que um elemento liberalizador. A Europa a várias velocidades parece uma ideia interessante, pois, aqueles que se querem reformar, ter disciplina orçamental, serem competitivos e tirarem os benefícios do Euro e do mercado único, podem avançar para a forma de integração política mais avançada, neste caso, o federalismo, outros, ou se juntam ao grupo ou vão para fora da Zona Euro, que vai ser o caos Grego, e pode ser o nosso se a Troika Katarina, Gerónimo e Kosta assim o entender. Prefiro ainda ter que levar com o elemento centralizador do Estado Federal de Bruxelas do que com o Socialismo puro e selvagem de sair da UE e ficar sem alguém que discipline os nossos políticos de avental… São opiniões…
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segunda-feira, 27 de março de 2017

Donald Trump

Sempre que um candidato à Presidência dos E.U.A, do lado dos republicanos, é eleito, começa o samba do histerismo global, começam as teorias do anticristo(ainda alguém se lembra da campanha de Mitt Romney?), dos Fa”ssi”cistas neoliberais entre outras pérolas dignas dos canhotos. Donald Trump, não fugiu à tradição, a comunicação social(ista), durante toda a campanha, foi a líder verdadeira líder da oposição, em contraste com a candidata socialista Hilária, chamando todo o tipo de alarvidades e criando factos para atacar o empresário norte-americano, os eleitores dos EUA, fustigados pelo politicamente correcto, e pelas promessas de Obama, o visionário que ia acabar com o “divisionismo” racial na América, enquanto que só os acentuou, o povo americano queria algo novo, alguém que fugisse do establishment, mas especialmente, alguém que conseguisse acordar e impulsionar, o engenho, a criatividade, o empreendedorismo da América, Donald Trump representa tudo isso, o sonho americano, apesar de ter começado com 1 milhão de dólares e inserido num contexto social favorecido, Trump não adormeceu nas contas recheadas do Pai, trabalhou e construiu o seu império com momentos de expansão, mas também com momentos menos bons, Trump é a típica pessoa que acredita muito em si próprio, na sua capacidade de fazer melhor que os outros, mas especialmente, concentra-se nos seus defeitos, usando-os para se aperfeiçoar a si próprio. Um Presidente que veio do mundo empresarial, e não dos lobbys ou dos caminhos mais “obscuros”de Washington, é um alvo a abater, o povo americano apercebeu-o, e foi eleito. Donald Trump é o factor decisivo para superar o bloqueio institucional: Trump quer ser o “Presidente da acção” e não dos discursos. Quer acabar com os políticos que muito se queixam, Trump terá uma agenda política centrada nas necessidades internas dos Estados Unidos – e não na resolução de problemas da designada “ordem mundial”. Para Trump, a América está primeiro, porque o primeiro dever dos Estados é proteger e defender os seus cidadãos.  A sua acção política será, pois, “ americanismo, não globalismo”. Esta estratégia (por muito impopular que possa parecer para a imprensa do politicamente correcto) encontra ampla aceitação junto do cidadão americano médio, que sente que paga impostos para travar guerras que tardam em terminar. Trump seguirá uma política externa totalmente contrária à tradição republicana recente  e, os Estados Unidos deixarão,  de tentar impor o seu modelo em outros países: ou seja, a lógica de que os americanos deveriam ser os guardiões da democracia à escala global, replicando o modelo de democracia com economia de mercado, será abandonada pelo novo Presidente. Será um factor positivo para uma Europa que não tem, ou é insuficiente, uma Política de defesa comum(vamos entrar para a Europa federal, já são outras contas…), tendo agora uma oportunidade para a construir. Donald Trump, no seu programa eleitoral, tem aspectos que irritam o socialismo, aumento da liberdade individual na educação, as reformas na saúde, mas também aspectos negativos, como a aposta em infraestruturas(é verdade que algumas estão obsoletas), mas o seu financiamento vêem de um possível aumento do défice público, com uma dívida pública já nos 100% do  PIB a aposta é perigosa, outra é a eliminação do tecto de endividamento público. Espero que Trump seja Trump, que reforme e seja dinâmico,  que com os bons conselheiros e “ministros” que têm, fique ainda mais experiente e ajuda a libertar o mundo da desgraça do Socialismo. Trump, a meu ver, pode ser uma esperança para o liberalismo envergonhado na Europa, temos que aprender com  Trump a defender as nossas ideias sem vergonha e a sair da casca, o socialismo é carismático mas miserável, o liberalismo é tímido mas próspero, vamos colocar a timidez de lado, e começar  a colocar o socialismo no seu lugar, ao lado do “passarinho” Chávez.
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Reestruturar a parvoíce

O parlamento português, no dia da emissão de obrigações perpétuas,isto é, não existe um momento pré-estabelecido para o reembolso ao investidor do capital aplicado, podendo, inclusivamente, nunca ocorrer, isto significa que o emitente apenas é obrigado a pagar uma remuneração periódica ao investidor. O parlamento, então, “debateu” a reestruturação da dívida pública. Algo mais irónico e perigoso juntos não há. Como se sabe, existem vários “tipos” de reestruturações de dívida: Alongar os prazos de pagamento, que foi feito por Vitor Gaspar, redução de juros, igualmente feito pelo ex-Ministro das Finanças, emitir dívida a juros mais baixos e antecipar o pagamento de dívida antiga com juros mais altos, e por último, mas altamente perigosa, perdão de dívida. Os canhotos estão a berrar, com a sua ignorância fatela, que Portugal deve dar calote aos investidores, e assim, ficar por um grande período de tempo, sem acesso aos mercados de financiamento. Pelo menos esta é um das consequências. Ficar sem acesso ao mercados, significa que o País tem que ter défice zero, para se auto- financiar, isto é, ter superávits orçamentais. Não consta que os canhotos gostem de reduções de despesa pública ou que queiram ter orçamentos equilibrados. Não pagar aos investidores, é estes exigirem juros altíssimos para, um dia, voltarem a emprestar dinheiro a um País. Se não queremos depender deles, arrumemos a casa, mas não é com esta miscelânea governamental. A 2ª consequência, para mim igualmente calamitosa, é que as famílias que investiram todo o seu dinheiro em certificados de aforro, do tesouro e de OTRV(Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável), vão ficar sem o seu dinheiro, porque a instituição em que confiam, decidiu dar calote, imagine acordar de manha e perceber que ficou sem grande parte do seu dinheiro porque um grupelho de ignorantes decidiu dar calote? Não era digno de uma nova batalha contra este PREC de extrema-esquerda? Alguém mais velho ainda se lembra de Vasco Gonçalves e da descida do povo do Norte até Lisboa, que incendiaram as “sedes” do PCP? Onde está esse povo? O IV Resgate não vai ser limpinho, a TROIKA só nos libertará as tranches de financiamento se cortarmos despesa. Se viermos a ser, novamente, humilhados, agradeçam a António Costa e o comparsa Catavento. Siga para bingo!
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quinta-feira, 23 de março de 2017

A Oligarquia aparvalhou-se

Depois de Wolfgang Schauble, e os tumultuosos insultos dos canhotos, foi a vez de Jeroen Dijsselbloem de ser apedrejado pelos políticos portugueses, da esquerda à direita(desta vez, vergonha para Passos Coelho), pelos seus comentários, que foram descontextualizados pela comunicação social, de que:«tornamo-nos previsíveis quando nos comportamos de forma consequente e o pacto no seio da zona euro baseia-se em confiança. Na crise do euro, os países do norte da zona euro mostraram-se solidários para com os países em crise. Como social-democrata, considero a solidariedade da maior importância. Porém, quem a exige também tem obrigações. Eu não posso gastar o meu dinheiro todo em aguardente e mulheres e pedir-lhe de seguida a sua ajuda. Este princípio é válido a nível pessoal, local, nacional e até a nível europeu», defacto, o comentário “do vinho verde e pu***”, era desnecessário, mas as virgens ofendidas do regime, não criticaram Dijsselbloem pelo comentário fora da caixa, aliás, sabemos que a extrema-esquerda o usa a tempo inteiro, e nada lhe acontece, simplesmente, foi o conteúdo de fundo que António Costa, entre outros, criticaram. Dijsselbloem, nos corredores de Bruxelas, é quem puxa as orelhas a Mário Centeno e António dá “À Costa”, devido ás reversões Maoistas e ás contas maquilhadas como falei em artigos anteriores. O Ministro das Finanças Holandês, tem toda a razão, os Países da Coesão, não tem nada que resgatar sucessivamente Países irresponsáveis que não se reformam, o Leitor, decerteza que não emprestaria dinheiro sucessivamente ao seu filho/a para andar na “outra vida”, simplesmente o aconselharia que o caminho está errado. Se o filho/a não o ouve, apesar dos avisos, temos que engrossar a vós. Dijsselbloem não é o Pai, mas a Comissão é a madrinha e o BCE o padrinho, e não vão gostar lá muito dos artifícios contabilísticos aqui do rectângulo… Aliás, a quando da apresentação do Plano Nacional de Reforma(PNR), se o mesmo não prever alterações de fundo a nível estrutural nos próximos anos, a comissão colocar – nos-á, em PDM( Procedimentos dos Desequilíbrios Macroeconómicos), e que vai além da análise orçamental. No caso dos países da Zona Euro as regras prevêem sanções para os países que não adoptarem políticas para corrigir esses desequilíbrios: 0,1% do PIB ao ano, ou 190 milhões de euros(no nosso caso). Os resultados da última análise relativa a Portugal destacaram os desequilíbrios no endividamento externo, no endividamento privado e público, e no desemprego. As análises, mais, aprofundadas são publicadas em Fevereiro pela Comissão que confirma ou não se existe desequilíbrios macroeconómicos e, confirmando-os, elabora uma graduação da sua gravidade. Avalia também a resposta que o país deu às recomendações específicas que lhe foram dirigidas no Verão anterior. A mensagem do ministro, só demonstra com mais clareza, que os Países do Norte não vão tolerar mais resgates, Portugal pode estar em perigo de sair do Euro, e as senhas de racionamento serão as meninas dos olhos do PêcêPê. Desviar as atenções é típico do socialismo, quando se sentem encurralados, o inimigo externo reaparece como os D. Sebastiões desta vida. Talvez Dijsselbloem, durante a aplicação do Tetra, venha fazer cá uma conferência sobre o resgate português. Seria irónico demais.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Porque é tão difícil investir em Portugal

emo-nos debatido, com o tema do investimento em Portugal, já à mais de uma década. Vemos outros Países ,a receber investimento estrangeiro na ordem dos bilhões de euros, e a renovarem o seu stock de capital fixo. Ficamos-nos a perguntar o porquê destas empresas não investirem em Portugal, bem, à vários factores, um deles é não ter um Governo e um Presidente da República a dizer que o problema de não recebermos mais investimento é:” O dinheiro ser deles”, defacto, nem Estaline dizia melhor. Agora as verdadeiras componentes:
  1. Quadro fiscal instável: Desde os anos 80, até hoje, em Portugal houve já mais de 1000 alterações na área fiscal, mais confuso , para um investidor, não há melhor. Quem investe, gosta de estabilidade, de previsibilidade fiscal, algo que os governantes portugueses não sabem o que é, alimentar o estado clientelar é o fundamental. Quem rasga acordos, firmados entre os três principais partidos do regime, numa área tão fulcral como o IRC, para financiar reversões Maoistas, é de uma inteligência Costista, a bom dizer. O IRC, além da taxa de cerca de 23%, temos que somar mais as derramas municipais e o Pagamento Especial por Conta(ou saque), mais um instrumento para “chupar” o resto do já descapitalizado, tecido empresarial Português.
  2. Justiça: Quem, tenta criar uma empresa em Portugal, tem que passar o diabo do outro Mundo para a criar. Outras vezes são meses, maiorias das vezes são anos. Os vários departamentos para a aprovação do investimento, aqueles que alimentam os partidos, são vários e demoram muito tempo a aprovar. A burocracia é excessiva, fez-se no tempo da TROIKA , alguma coisa para melhorar, mas ainda é insuficiente. Se formos a verificar as dificuldades ou um dos motivos, pelo qual, os investidores nacionais e estrangeiros não invistam em Portugal, a justiça é das primeiras.
  3. Custos de Contexto: Uma senhora/senhor, bem intencionados, que queiram abrir uma lavandaria, ao verem a factura da electricidade, ficam impedidos de avançar, por exemplo, para a compra de mais máquinas, aumentar salários, ou até, expandir o negócio, impede um aumento da produtividade e o ganho de economias de escala. Os custos de contexto como: a electricidade, o preço dos combustíveis, o licenciamento e o acesso ao financiamento, são entraves de maior, especialmente para quem começa. Por exemplo, a Siderurgia Nacional, tendo neste momento capitais espanhois, está em Portugal a pagar um factura de electricidade 35 a 50% superior aquilo que pagava em Espanha, este caso ocorreu em 2013, que o grupo até admitiu deslocalizar a actividade devido aos elevados custos energéticos, o Governo de Passos Coelho, fez e muito bem, um regime de excepção na altura.  A complexidade de alguns processos de licenciamento e/ou certificação, também representava custos de contexto significativos, entre os sectores de actividade, os indicadores de obstáculo mais elevados observaram-se na indústria e na energia, água e saneamento. Em ambos, os maiores entraves eram causados pela complexidade das licenças ambientais. No alojamento e restauração e no comércio os maiores obstáculos decorriam das licenças camarárias(dos famosos departamentos…). Temos  das gasolinas mais caras da Europa em paridade e poder de compra, e  custos com combustíveis, igualmente, bastante exigentes. Sabemos que maior parte da estrutura tanto da gasolina tanto do gasóleo ao nível do seu custo para o consumidor, provém do ISP, pelo menos, perto de 50% da gasolina é imposto. O Estado Venezuelano não fazia melhor.
  4. Acesso ao Financiamento: Sabemos o que , as PME  bem como as micro empresas, passam para obter capital alheio, isto é, a obtenção de recursos externos à sua actividade para financiar a sua operação. As empresas que tenham bons projectos e sejam do sector transaccionável não tem culpa, mas o sector não transaccionável em Portugal(restaurantes, cabeleireiros e construção por exe.), obteram a maior parte do financiamento bancário em Portugal nas últimas décadas, criando créditos mal parados, especialmente depois de 2008, bastante elevados que levaram ao bancos a iniciarem o seu processo de desalavancagem, isto é, criarem provisões para cobrir as suas enormes imparidades. O melhor caso disso, é a Caixa Geral de Depósitos, porque além do crédito concedido a este sector, o financiamento aos amigos do PS e de certo PSD ajudaram a arruinar a Caixa. Os bancos então, estão quase que de “mãos cortadas” para conceder crédito. A obtenção de capital próprio era o passo a seguir, mas um País que não privilegia o mercado de capitais( e quando fala dele só promete…), as empresas não podem esperar muito…
Em suma, a Economia Portuguesa está estrangulada com regulações, a carga tributária  é tremendamente elevada, os custos de contexto ao nível da electricidade entre outros a níveis alarmantes, e é todo um cocktail que impede o crescimento económico do País e o incremento da sua competitividade. O não crescimento do investimento, vai levar a que o stock de capital fixo, já de si negativo, leve o nosso crescimento a não ser sustentável, e sem reformas, podemos estar a caminho do abismo.
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terça-feira, 21 de março de 2017

O Tetra de António Costa

Depois dos resgates financeiros de 1978, 1983-85 e 2011 era de esperar que o País aprendesse alguma coisa. Uma parte dele aprendeu, exportou mais(muito mais), a balança de bens e serviços(balança comercial) tornou-excedentária, bem como a balança corrente e de capital, ou seja, os desequilíbrios macroeconómicos fundamentais, foram reduzidos, além disso, o défice estrutural teve uma redução estrutural superior a 6% do PIB entre 2011 e 2015, efectuamos reformas importantes no sector do turismo e na administração pública onde se  agilizou os processos burocráticos (apesar de ser insuficiente). Saímos do programa de ajustamento em 2014 e com juros historicamente baixos em 2015 a rondar os 1,5% na yield a 10 anos, devido ao esforço que nos saiu do pelo, e da conjuntura favorável da política monetária do BCE. O que se esperava,  de um futuro governo, saído das eleições de 2015, seja de direita ou de esquerda, era que continuasse, pelo menos, o caminho de consolidação orçamental de forma sustentável, continuasse e aprofundasse as reformas nos bens transaccionáveis, transferindo recursos dos bens não transaccionáveis para os transaccionáveis, baixasse progressivamente, o IRC, o IVA na electricidade e todo o conjunto de custos de contexto para aumentar a nossa competitividade, aumentando o investimento produtivo e, a prazo, eliminar a depreciação dos nossos bens de produção que estão obsoletos e ganhar economias de escala. O resultado dessas eleições, já todos nós conhecemos, ganhou quem ganhou, e com um mérito notável, mas António Costa decidiu manter viva a sua carreira política em detrimento do futuro do País. Esta miscelânea de Partidos à esquerda, não fez mais que passar de um défice de -2,98% do PIB em 2015 para um défice de -2,1% do PIB em 2016 com medidas extraordinárias, sem o amigo PERES(o perdão fiscal, que a amiga EDP aproveitou), a diminuição do investimento público face ao previsto no OE inicial(depois dos avisos de Bruxelas), e o programa de reavaliação de activos, o saldo orçamental sem medidas extraordinárias, teria ficado acima dos -3% em 2016. O saldo estrutural não mente, a evolução foi nula em 2016. Portanto, o défice mascarado, foi atirado para a dívida, que cresceu perto de 10 mil milhões de euros. Os mercados aperceberam-se do marasmo, os juros a 10 anos a rondarem os 4%, sabendo que sem as injecções do BCE estes ficariam acima dos 6,5%, e o País tinha que ter um PIB nominal( PIB real + Inflação), acima dos 6% pelos menos para suster a sua súbida. Não se projecta que por exemplo a Economia cresça 3% e a inflação 3%(é mais provável), mas nunca, o PIB e a Inflação, em conjunto atingiria valores perto de 6%. Se tivermos em conta que a dívida pública total é de 245 mil milhões de euros a uma taxa de 2,2% a 10 anos quando António Costa chegou era um custo de 5,4 mil milhões de euros, se aplicarmos a actual de 4% já temos um serviço de dívida de 9,8 mil milhões de euros, a Geringonça custou-nos, então, 4,4 mil milhões de euros directamente. O que esse acréscimo de despesa dava para reduzir o IRC para 10% e reduzir para metade o pagamento especial por conta, mantendo,claro, esse quadro fiscal estável, receberíamos “toneladas” de investimento estrangeiro com valor acrescentado e produtivo. Em vez disso, temos um receio atroz dos investidores em investirem no País preocupados com a estabilidade política e com os partidos vermelhos da miscelânea governamental, com os fundamentais da Economia(especialmente com a dívida) e com o quadro fiscal assassino que temos. Não vamos crescer mais que 1,5% com o actual quadro económico mundial, que é insuficiente para reduzir a dívida e,  ainda por cima, com um quadro de rigidez nas despesas públicas que hoje temos, pois, todas elas tem tendência de crescimento exceptuando o investimento público que não pode, nunca, ser zero e este modo de “consolidação” em conjunto com os pagamentos em atraso, empurrando com a barriga, vai esgotar-se, talvez o Tetra ajude António Costa a repensar…

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domingo, 19 de março de 2017

O woki toki de Marcelo

O inevitável sucessor do Presidente comentador nas Presidenciais de 2026 , Luís Marques Mendes, é quem preenche o espaço “comentarista” dos domingos da SIC. Como se,  de uma passagem de testemunho fosse, Marques Mendes aproveita a sua vasta rede de contactos e “influências” , para dar notícias em primeira mão, uma outra forma de abordar o espaço de comentário semanal, ao invés de Marcelo que parecia um esquizofrénico circense, mas passa a ser o comentador mais visto do País aos domingos. Infelizmente, nestes últimos tempos, a esquizofrenia circense de Marcelo, contagiou Marques Mendes, é que, ao que parece, as duas abéculas do regime passam tempo do recreio a criar geringonças contra Passos Coelho aos domingos, de forma a este sair do comando do Partido e colocarem um espantalho na liderança do PSD para António Costa continuar a venuelização do regime como bem entender, um “Rio” de tristezas infelizmente.    Marques Mendes é o brinquedo rotativo de Marcelo que despeja o que este pensa atualmente e o que Marcelo quer do futuro de Passos Coelho. Agora, pensemos, o porquê de Pedro Passos Coelho ser tão odiado dentro e fora do Partido? Fora percebemos, o regime oligarca e rentista da esquerda caviar à “direita” dos interesses não lhes interessa a liberalização da Economia Portuguesa, a festa norte coreana tem que continuar para alimentar a clientela e os eleitores “marxizados” , pelo sistema socialista , e aumentado a  ignorância para que as irmãs e atriz trotsky do BE e do urso Estalinista, continuem plenamente a reinar no retângulo. Dentro do partido, o Partido Socialista Democrata quer continuar a sê-lo, uma revolta contra Pedro Passos Coelho será a queda do, ainda tímido, liberalismo que há em Portugal e a vitória dos Lobbys, do avental, e do grupo obscuro que é um dos entraves ao crescimento do País desde o início da democracia, o socialismo e a falta de partidos de direita em Portugal. Da esquerda beata à esquerda trotsky, a “direita” envergonhada pode levar ao surgimento da extrema direita no futuro em Portugal, tal como o “socialismo na gaveta” do PS originou o BE nos anos 90. Talvez aí abram os olhos. É o “País” que temos.
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